Carpe Diem


Débora Damy, 17. Áries. Fotografia, música, literatura. Animais, flores. São Paulo. Samba, reggae, rap, mpb, rock. Percussão. Teatro.

Foco: crônicas.

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Festa a fantasia

Que seja doce

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o Sol ou o cinza dos dias. Bem assim: que seja doce! Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo.
Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce, e assim por diante. Mas, se alguém me perguntar o que deverá ser doce, talvez não saiba responder.
Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doces os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar ao telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.
Que seja doce. Que sejamos doces. E seremos, eu sei.”

Caio Fernando Abreu

ordovicianfauna:

Janie Belcourt designs and builds High-end urban furniture.

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tumblrbot said: WHERE WOULD YOU MOST LIKE TO VISIT ON YOUR PLANET?

Caribe

Escrever.

Definitivamente, profetizar palavras com bons intuitos é uma das coisas me mais me satisfaz. Não existe trabalho mais satisfatório do que ser capaz de transformar as mais diversas emoções em palavras, e de nestas, compartilhar idéias e pensamentos cotidianos ou não, que são capazes de abrir portas para nós, para os outros. Creio eu, que a capacidade de escrever orações que juntas transbordem conteúdo, por mais que soltas não possuam sentido, seja um dom. Um dom que não é exatamente o diríamos, divino. Um dom, que é como a maior descoberta que homem poderia ter realizado em todo e qualquer tempo. Escrever, é sinônimo de compartilhar. É a maior aproximação possível do sonho, para a realidade. É o primeiro passo para qualquer coisa. As palavras são mágicas. A magia dos dizeres é a chave pra qualquer pensamento além da obscuridade cotidiana que a maioria das pessoas vive. Escrever é a fuga do mundo, a fuga de si mesmo, é busca pelo que por mais que não seja concreto, faz mais sentido pra nós, do que o que muitas vezes temos ao nosso lado.
Escrever é tão importante pra mim, que meus dias tem sido mais felizes desde que me sobrou uma partícula de tempo pra que eu pudesse escrever. Nos últimos dias, tenho me dedicado mais a mim, mais ao amor, mais a vida, mais as palavras… E nesse embalo de profecias, consegui realizar meu rascunho de sonho que me trouxe uma gratidão inexplicável… Eu escrevi, conclui e autografei meu primeiro livro. Baseado naquilo que mais me inspira no mundo… meu amor! Hoje o homem que tenho ao meu lado é o que mais me faz feliz, e o que me da força pra chegar aonde eu quero.
Agradeço a Deus, ao meu amor e a mim mesma, pela chance de fazer valer mesmo que modestamente, meus sonhos… E que a felicidade dos dias, só se multiplique, multiplique e multiplique… pra todos nós!

muito amor no mundo!

Surpresa!

A surpresa é um bem necessário para se manter a vida interessante. Há quem diga, que nem sempre a surpresa é o que se pode chamar de “bem necessário”, mas mesmo enquanto soa negativa, não deixa de ser um “mal necessário”. As surpresas permitem que a vida definitivamente estrague os nossos planos! Entretanto, isso é o que nos permite conhecer caminhos diferentes. É isso que nos permite corrigir nossos erros, conhecer pessoas incríveis das quais não esperávamos tanto, nos permite um encontro inesperado, uma nova oportunidade… Nos permite mudanças! E impedir as coisas de um consequente comodismo, impedir que a rotina e sua decorrente monotonia impreguinem sua vida, é o motivo pelo qual todas as pessoas deveriam viver e acordar felizes pela manhã, dispostas a dividirem as surpresas com os outros, que algumas vezes precisam mais destas do que nós mesmos.
Surpreender ao outro é como estender a mão a um necessitado, alimentar alguém que passa fome, dar abrigo ao animal abandonado e maltratado. A surpresa é como a pimenta numa comida sem sal, é resgatar a vida dentro das pessoas. É principalmente, buscar sorrisos. Compartilhar sorrisos. Não há beleza que supere a de um sorriso surpreso por receber uma flor retirada de um jardim qualquer e entregue por alguém que quer o seu bem, quando se dá de cara com um daqueles problemas que parece insolucionável. As surpresas tornam a vida agradável e gratificante ao ponto de todos nós, mesmos os mais teimosos e orgulhosos, nos darmos conta do quanto esta mereça ser valorizada.
Surpreenda-se diariamente, inclusive nos domingos tediosos. Mostre pra você o quanto você pode ser melhor a cada dia, o quanto merece ser valorizado e quão longe é capaz de chegar. Surpreenda-se inclusive com pensamentos, com atitudes suas para com você mesmo, surpreenda-se com iniciativas! É importante que nós mesmos sejamos capazes de tornar a vida uma aventura incansável e inabalável. Por isso tire o dia pra surpreender ao outro, pra se olhar no espelho e ver o quanto você pode ser incrível quando confia em si mesmo, e como é capaz de superar obstáculos e de surpreender a vida. E quando eu peço pra que se surpreenda, se trata apenas de um jeito modesto de lhes implorar descabeladamente pra que aproveitem a vida, agora!…

VIVAM

Na vida você ganha, se perde, meu filho. Faz parte.
— Marcelo D2

Fotografias: Peruíbe - SP; dez 2010 

Na foto: George Harlland

Por Débora Damy

Mais fotos: http://d97531.blogspot.com/2011/01/ah-o-litoral.html

O pouco que nos resta

Valorize. Tudo aquilo que se preza deve ser diária e continuamente valorizado. A monotonia dos dias tem feito que as pessoas se esqueçam de valorizar aquilo que lhes é de fato importante. Chegamos num ponto em que os pequenos detalhes, que sempre fizeram a diferença, agora são indiferentes aos olhos com pálpebras escorregadias, revestidos de olheiras de insônia, de quem não tem tempo pra nada.
Perdemos a capacidade de valorizar a gentileza, e jogamos fora a inspiração que nos incentivava a boas ações, junto com toda a paciência e educação que a rotina tem tirado de nós… A gentileza que ficou pelas avenidas congestionadas, pelas lotações, conduções e departamentos públicos em estado degradante somados a uma multidão de gente com pressa.
Deixamos de valorizar as pequenas coisas, porque abandonamos a idéia de que isso seja importante pra nós. Tudo aquilo que se ama, que se admira, que se nota, deve ser valorizado e recompensado, com uma retribuição. Valorize o que as pessoas ainda são capazes de fazer por você. O número de seres inclusos nesse grupo diminui diariamente, então se ainda há alguém que faça algo, por mais simples que seja, em pró do bem estar alheio, principalmente se for o seu, valorize, e retribua.
O egoísmo tem nos tornado seres humanos podres, portanto não envenene as poucas almas de bem que ainda restam por aí.

V A L E U R

Mentira teatral de todo dia

A parte mais difícil de olharmos pra nós, é sabermos que poderíamos ser muito melhores do que isso. Pra cada um de nós que assiste a vida, pra cada um que é platéia, não protagoniza, não sangra, não sente, não chora… Apenas aplaude. De pé, como se os aplausos despertacem de um sonho intenso protagonizado por outras pessoas, uma vida que pra nós é de mentirinha, é só história, enquanto pros que acima do palco se curvam, é a dignidade de uma vida suada. Os aplausos acabam, a história também, todos se retiram do teatro e retornam para suas casas repensando uma infinidade de coisas que deveriam fazer, mas que não vão. E continuam a levar guardado na bolsinha de moedas a vida fútil que têm, tentando escondê-la de si mesmo, tentando adormecê-la pra poder descansar em paz durante o resto da noite. Pra que mudar? Pra que ir além? Pra que batalhar pra ser mais do que isso? É só por uma noite… Amanhã, as cortinas se abrirão novamente pra me mostrar um novo espetáculo, onde poderei rir, chorar, sentir como se fosse meu e fizesse parte de mim, e depois aplaudir pra acordar do sonho e continuar levando a vida… E enquanto essa hora não chega, tomo um chá morno, me conforto com a novela das 20h, e jogo minha vida no lixo.

Texto: escrito em 7 de fevereiro de 2011, segunda-feira.